Goianésia - A alopecia, popularmente conhecida como calvície, já afeta cerca de 42 milhões de brasileiros e tem apresentado um aumento significativo nos últimos anos, especialmente entre os jovens. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) revelam que a faixa etária entre 20 e 25 anos já representa 25% dos casos no país. Esse crescimento tem gerado preocupação, uma vez que a condição era tradicionalmente associada a pessoas mais velhas.
As mulheres têm sido cada vez mais impactadas pela queda de cabelo, representando 40% dos casos, com um aumento de 10% nos últimos três anos, segundo o Censo da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS). De acordo com a farmacêutica Roberta Gonçalves, especialista em queda capilar, diversos fatores podem contribuir para o surgimento da alopecia, como infecções, alterações hormonais, estresse e desequilíbrios nutricionais. "É fundamental que a pessoa busque orientação médica para investigar a saúde geral, avaliar vitaminas e hormônios, além de realizar exames no couro cabeludo para identificar possíveis infecções ou dermatites", orienta.
Além dos fatores emocionais, como o estresse, a queda de cabelo pode ser desencadeada por doenças como a alopecia androgenética (calvície genética), alterações na tireoide, e até doenças infecciosas e cirúrgicas. A alimentação inadequada, o sono irregular e até processos como a cirurgia bariátrica também têm sido apontados como causadores frequentes da queda capilar.
A alopecia tem se tornado uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos, especialmente entre as mulheres a partir dos 15 anos. A boa notícia é que, além dos tratamentos clínicos, existem medidas preventivas que podem auxiliar no controle da queda de cabelo. Roberta Gonçalves destaca que o uso de shampoos específicos, reguladores hormonais, e a suplementação de vitaminas como B12, biotina, e minerais como zinco e silício são fundamentais para fortalecer os fios e estimular o crescimento capilar. “A combinação de bons hábitos, como controle do estresse e uma alimentação equilibrada, também são essenciais para a saúde do cabelo", completa.
Em alguns casos, a alopecia pode estar associada a doenças imunológicas, como diabetes, lúpus e vitiligo. Identificar essas condições precocemente é fundamental para um tratamento eficaz e para evitar a progressão da queda de cabelo.




