Goianésia- A estiagem prolongada e o clima seco já provocam prejuízos significativos aos produtores rurais em Goiás. Em regiões do norte e oeste do estado, o cenário é preocupante: são mais de 120 dias sem chuvas, com umidade relativa do ar entre 18% e 20%. Essas condições elevam drasticamente o risco de incêndios em pastagens, áreas de cultivo e lotes baldios. Os focos de incêndio têm causado perdas diretas tanto na agricultura quanto na pecuária, comprometendo a produtividade no campo.
O agrônomo José Neto explica os impactos da seca sobre o solo e a produção. “Esses danos estão associados à perda de qualidade do solo, principalmente no que diz respeito à matéria orgânica, fósforo e potássio. Além disso, há efeitos diretos sobre a produção, como a redução na qualidade das pastagens, no ganho de peso dos animais e no rendimento de culturas como a cana-de-açúcar”, detalha.
Segundo dados do MapBiomas, mais de 2,45 milhões de hectares já foram queimados em todo o Brasil apenas em 2025. Em Goiás, embora tenha havido uma queda de cerca de 34% nos focos de incêndio nos primeiros sete meses do ano, em comparação com 2024, os prejuízos continuam altos. A estimativa é de que o estado possa registrar perdas de até R$ 1,5 bilhão caso a seca persista.
Para o agrônomo e consultor Alencar Neto, o apoio técnico é essencial neste momento. “É papel dos profissionais capacitados de todas as regiões do país auxiliar os produtores a mitigar os danos causados pelo fogo. Isso fortalece o agronegócio nacional e valoriza todos os envolvidos no setor”, destaca.
Com alertas extremos para incêndios em quase todos os municípios goianos, o momento exige atenção redobrada. Especialistas recomendam que os produtores evitem o uso do fogo para limpeza, reforcem os aceiros, adotem práticas seguras de manejo e invistam na preparação do solo. Acima de tudo, a prioridade agora é a prevenção, fundamental para reduzir riscos e evitar que os prejuízos se agravem ainda mais.




