Com alta de 1%, crescimento de Goiás é impulsionado pela migração de pessoas de outras regiões do país

 

Goianésia - Goiás registrou um crescimento populacional de 1% entre 2024 e 2025, segundo as Estimativas da População divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse índice, o estado ocupa a 4ª colocação no ranking nacional de crescimento proporcional, ficando atrás apenas de outras três unidades da Federação.

Na data de referência de 1º de julho de 2025, o estado contabilizava 7 milhões e 420 mil habitantes. Já o Brasil, no mesmo período, alcançou uma população de 213 milhões e 420 mil pessoas, com um crescimento de 0,39% em relação ao ano anterior.

De acordo com o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira, o principal fator para esse crescimento é o fluxo migratório, já que as taxas de natalidade e mortalidade seguem a média nacional. “O estado de Goiás continua atraindo muitas pessoas de outros estados. Essa tem sido uma característica da região Centro-Oeste. Quando observamos a taxa de crescimento, percebemos que ela está ligada à migração, já que a fecundidade é semelhante à média nacional”, explicou.

Apesar do avanço no número de habitantes, Goiás mantém a 11ª posição entre as unidades da Federação mais populosas, representando atualmente 3,5% da população brasileira. A posição é a mesma registrada em 2024.

Entre as capitais, Goiânia se destaca como a 10ª mais populosa do país, com 1 milhão e 500 mil habitantes. A capital goiana teve um crescimento de 0,58% no último ano, mais que o dobro da média nacional, que foi de 0,26%.

Edson Vieira ressalta ainda a importância desses dados para o planejamento público. “Essas informações são essenciais para orientar políticas públicas e garantir uma melhor distribuição de recursos. A partir desses números, é possível definir onde são necessárias mais escolas, serviços de saneamento, coleta de lixo, entre outros. É uma base técnica fundamental para o planejamento urbano”, afirmou.

As estimativas divulgadas foram elaboradas a partir das projeções populacionais do IBGE, considerando os Censos Demográficos de 2010 e 2022, além dos registros de nascimentos e óbitos informados até 2023 pelos sistemas SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e SINASC (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos).