Produtores enfrentam risco no calendário da safra e da safrinha devido à falta de umidade, custos elevados impactam rentabilidade, mas expectativa é manter área plantada

 

Goianésia - O atraso no início das chuvas em Goiás tem gerado preocupação entre os produtores de soja, que tradicionalmente iniciam o plantio em outubro, logo após o período de vazio sanitário. Segundo Leonardo Machado, gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária (Ifag), a umidade do solo é essencial para a semeadura e, sem ela, o cronograma agrícola pode ser comprometido.

“Nossa maior preocupação é o calendário de plantio. A soja precisa ser plantada o quanto antes para que a colheita ocorra em janeiro e fevereiro, possibilitando o plantio do milho safrinha. Qualquer atraso na soja atrasa a safrinha, o que pode acarretar perda de produtividade e prejuízos financeiros, além de aumentar o preço do milho, afetando toda a cadeia produtiva”, explica Machado.

Ele ressalta que o produtor depende das chuvas em quantidade e regularidade para evitar a necessidade de replantio, que gera perdas significativas. “O agricultor precisa de umidade para a semeadura. Esperamos chuvas suficientes e contínuas para que não haja necessidade de replantio, que traz prejuízos consideráveis”, destaca.

Além do impacto climático, o setor enfrenta desafios econômicos, principalmente em função dos custos elevados de produção, influenciados pelo câmbio e pelo cenário geopolítico global. Leonardo observa que a alta dos preços dos fertilizantes, devido à dependência da importação, afeta diretamente a rentabilidade dos produtores.