Goianésia - O uso excessivo de colírios sem orientação médica tem se tornado um hábito comum, mas altamente perigoso. A prática da automedicação, especialmente com fórmulas que contêm corticoides ou antibióticos, pode agravar sintomas, causar dependência ocular e, em casos mais graves, levar à perda irreversível da visão.
A médica oftalmologista Luciana Barbosa faz um alerta sobre os riscos desse comportamento: “Esse uso indiscriminado dos colírios pode causar baixa da visão, irritação nos olhos, glaucoma, catarata e até mesmo cegueira, dependendo do problema que a pessoa tiver e de qual colírio está sendo utilizado. Os colírios antibióticos, por exemplo, exigem prescrição médica. Quando usados sem controle, podem levar à formação de superbactérias nos olhos”, explica.
A especialista destaca ainda o perigo do uso de colírios à base de corticoides, que em muitos casos são vendidos sem a necessidade de receita. Apesar de proporcionarem alívio inicial, o uso prolongado pode aumentar a pressão intraocular e levar ao desenvolvimento de glaucoma e catarata. “É muito importante que as pessoas entendam que colírios devem ser usados somente com prescrição do médico oftalmologista”, reforça Luciana.
Outro ponto de atenção são os colírios vasoconstritores, frequentemente usados para “clarear” os olhos. Segundo a oftalmologista, esses produtos também oferecem riscos. “Eles podem causar taquicardia, problemas cardíacos e hipertensão, pois fazem vasoconstrição e têm absorção sistêmica. Ou seja, os componentes entram na corrente sanguínea e afetam o organismo como um todo”, alerta.
Entre os principais perigos do uso indiscriminado estão o mascaramento de doenças graves, como o glaucoma, o aumento da pressão intraocular e a irritação crônica da superfície ocular. A oftalmologista também ressalta que até mesmo colírios lubrificantes podem causar reações adversas, especialmente quando contêm conservantes que provocam alergias em algumas pessoas.
Por isso, a orientação dos especialistas é clara: colírios devem ser utilizados apenas sob orientação médica. Cada fórmula tem uma indicação específica e, quando usada de forma incorreta, pode comprometer de maneira irreversível a saúde ocular.




