Goianésia- Nos últimos anos, o ensino a distância (EAD) no Brasil vivenciou uma verdadeira revolução. Impulsionado pela busca por flexibilidade e pela evolução das tecnologias educacionais, esse modelo de ensino cresceu exponencialmente, tornando-se uma das principais alternativas para quem deseja ingressar ou continuar no ensino superior. No entanto, esse crescimento também trouxe desafios, especialmente em relação à qualidade e à regulação da modalidade.
Em resposta a essa nova realidade, entrou em vigor o novo marco regulatório da educação a distância, que estabelece diretrizes mais rígidas e específicas para a oferta de cursos EAD no país. As mudanças impactam diretamente instituições de ensino superior, polos de apoio presencial e, principalmente, os estudantes.
Em entrevista exclusiva à RVC FM, o pró-reitor de Educação a Distância da Universidade Católica de Brasília (UCB), Fellipe Zaremba, destacou os principais pontos desse novo cenário. “O novo marco regulatório representa uma mudança estrutural para a educação a distância no Brasil. Eu destaco dois pontos. O primeiro é a reclassificação dos cursos de acordo com suas especificidades e natureza, especialmente nas áreas da saúde, engenharia e licenciaturas, que passam a exigir ofertas semipresenciais. O segundo é a valorização da presencialidade qualificada, com exigência de polos estruturados, e a busca por um maior rigor na garantia de qualidade”, explicou Zaremba.
Segundo ele, essas novas regras visam evitar a massificação descontrolada da EAD no país e garantir um padrão mais elevado de qualidade acadêmica. “Elas incentivam o investimento nos polos, aumentam a responsabilidade institucional e promovem a integração de recursos qualificados. Isso aproxima o EAD de um modelo mais eficaz e comprometido com a formação dos estudantes”, completou.




