Goianésia - Está disponível gratuitamente para Android e iOS o aplicativo Monitor de Queimadas, uma nova ferramenta criada pelo Governo de Goiás para auxiliar no combate a incêndios florestais e urbanos. O sistema permite que qualquer cidadão envie informações sobre focos de fogo, com fotos, descrição e localização precisa, em tempo real. As ocorrências são imediatamente encaminhadas a órgãos como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Guarda Civil Metropolitana Ambiental.
A tecnologia integra dois tipos de monitoramento: alertas automáticos por satélite e notificações manuais feitas pela população. O objetivo é acelerar a resposta das equipes de emergência e impedir que as chamas se alastrem.
“O aplicativo transforma o cidadão em um agente de combate às queimadas. Ele fortalece o trabalho dos órgãos de segurança e meio ambiente, principalmente neste período de estiagem, quando o número de incêndios aumenta consideravelmente”, explica André Amorim, gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo).
Segundo Amorim, a ferramenta já está ativa há algum tempo, mas a divulgação e o uso pela população são fundamentais. “Temos casos de pessoas que ateiam fogo em lotes sem pensar nas consequências. A denúncia rápida pode evitar tragédias. Parques inteiros já foram atingidos por ações inconsequentes. Agora, com o aplicativo, a informação chega direto à central de monitoramento, que aciona a unidade mais próxima para conter as chamas”, afirma.
O Cimehgo, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), já realiza o monitoramento de queimadas por meio de boletins e mapas de risco. A nova ferramenta vem para complementar essa atuação com a colaboração direta da comunidade.
Para registrar uma ocorrência no aplicativo, o usuário pode se identificar ou permanecer anônimo. Basta acessar a tela inicial, tirar uma foto do foco de incêndio, descrever o local e clicar em “enviar”. A notificação é direcionada a uma central que repassa a informação às equipes operacionais em campo.
A orientação das autoridades é clara: não use fogo para limpar lotes. Além de crime ambiental, a prática representa risco à saúde pública, ameaça vidas e pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente e ao patrimônio urbano.




