Goianésia - No primeiro semestre de 2025, o brasileiro sentiu no bolso a alta nos preços de alimentos essenciais, com produtos como leite, queijo, carne, frutas e legumes tendo seus valores elevados. O cenário impactou não apenas os consumidores, mas também os produtores rurais, que enfrentaram o aumento nos custos de matéria-prima, o que levou muitos a plantar menos devido aos preços mais altos.
O economista Robson Gonçalves explica que a elevação dos preços é uma consequência da inflação originada pelos custos de produção: “É uma inflação disseminada, proveniente do aumento de matéria-prima e energia. Quando há elevação desses custos, ela acaba se espalhando pelas cadeias produtivas, refletindo no preço final ao consumidor.”
Esse aumento nos preços tem afetado diretamente o prato do dia a dia dos brasileiros. O prato feito, com arroz, contrafilé, ovo e feijão, teve reajustes consideráveis. O arroz subiu 2,6%, o contrafilé teve alta de 4,6%, o ovo aumentou 18% e o feijão saltou 20%. Para quem precisa se alimentar fora de casa, o impacto é ainda mais sensível, pesando no orçamento no fim do mês.
Diante dessa realidade, muitos têm optado por alternativas mais econômicas, como o transporte de marmitas preparadas em casa. Elber Rodrigues, por exemplo, compartilha sua experiência: “Não compensa mais almoçar e tomar café fora todo dia. Se você fizer isso de segunda a sábado, no mês seguinte quase quebra. Eu comecei a levar a marmita e o café da manhã de casa. Dá para economizar bastante.”
E não são só as refeições completas que ficaram mais caras. Os itens consumidos no café da manhã também registraram aumentos significativos. O pão francês, por exemplo, teve um reajuste de 18,3%, enquanto a manteiga subiu 23%, o mamão aumentou 37,3% e a banana teve uma alta impressionante de 39%.




