É preciso redobrar os cuidados, especialmente durante o período de clima seco

Goianésia- A saúde ocular exige atenção especial, principalmente diante do uso cada vez mais prolongado de dispositivos eletrônicos como celulares, computadores e televisores. O tempo excessivo em frente às telas tem contribuído para o aumento de casos de fadiga ocular, ressecamento, dores de cabeça e, em alguns casos, alterações mais graves na visão.

De acordo com a oftalmologista Aliana Tito, é preciso redobrar os cuidados, especialmente durante o período de clima seco. “É comum, entre abril e outubro, que crianças e adultos alérgicos comecem a coçar os olhos com mais frequência. A conjuntivite alérgica se torna mais recorrente nesse período por causa da baixa umidade do ar”, destaca.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que, até 2050, metade da população mundial poderá desenvolver miopia, sendo o uso excessivo de telas e a falta de exposição à luz natural os principais fatores de risco. Já a American Optometric Association (AOA) aponta que mais de 60% dos adultos relatam sintomas de fadiga ocular digital, como visão embaçada, ardência e olhos secos, após longos períodos diante de telas.

Segundo a médica, a miopia pode ser um sinal de alerta e, se não tratada corretamente, pode abrir caminho para outras doenças oculares.

“Existem muitos sinais importantes, principalmente na fase de alfabetização, quando a criança precisa de habilidades visuais bem desenvolvidas para aprender. A escola é uma grande parceira na identificação dessas dificuldades. Quanto à exposição às telas, crianças de até dois anos não devem ter nenhum contato com celular, televisão ou computador. De dois a cinco anos, o tempo máximo recomendado é de uma hora por dia. Entre cinco e dez anos, até duas horas. E na adolescência, até três horas diárias. Tudo isso deve ser supervisionado. É fundamental que o conteúdo acessado por crianças e adolescentes seja acompanhado por um adulto, por questões de segurança física e emocional”, afirma.

Para prevenir os danos à visão, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda medidas simples, mas eficazes. Entre elas, fazer pausas a cada 20 minutos de uso de telas, preferir ambientes bem iluminados, manter distância adequada dos dispositivos e consultar um oftalmologista regularmente para exames preventivos.