O perfil predominante evidencia a maior vulnerabilidade das crianças pequenas

Goianésia- Com a chegada das férias escolares, cresce também a preocupação com o aumento dos casos de afogamento entre crianças. Só nos primeiros cinco meses de 2025, 13 crianças foram vítimas de afogamento. Dessas, oito tinham menos de 4 anos de idade, e as demais estavam entre 5 e 9 anos. Esses dados reforçam um cenário já observado no ano anterior. Em 2024, a unidade de saúde registrou 32 atendimentos pediátricos por afogamento, sendo que 70% das vítimas tinham menos de 4 anos.

O perfil predominante evidencia a maior vulnerabilidade das crianças pequenas, que dependem totalmente da vigilância de adultos quando estão próximas à água. Durante as férias, o aumento da exposição a piscinas, rios, lagos e represas eleva o risco de acidentes.

Por isso, o comandante do Corpo de Bombeiros de Goianésia e região, tenente-coronel Ary Bernardo Dutra, alerta para a importância da prevenção. “É fundamental manter a vigilância constante sobre as crianças, especialmente as menores de idade. Elas precisam estar sempre sob supervisão de um adulto responsável, que não esteja sob efeito de álcool. Também é muito importante o uso do colete salva-vidas. Em embarcações, rios, represas ou lagoas, todos os ocupantes devem usar colete salva-vidas”, reforça.

O alerta é destinado a pais, responsáveis e todos os adultos que convivem com crianças durante o período de lazer. O objetivo é garantir que as férias sejam lembradas por diversão e alegria, não por acidentes evitáveis.

O tenente-coronel Ary Bernardo também explica algumas medidas que podem salvar vidas em casos de afogamento, sempre priorizando a própria segurança. “Quando alguém está se afogando, a pessoa geralmente entra em desespero e pode acabar puxando quem tentar ajudá-la para o fundo, colocando os dois em risco. Por isso, não é recomendável tentar segurá-la diretamente. A melhor estratégia é lançar algum objeto flutuante, como um remo, uma corda ou uma boia. Se estiver na margem de um rio ou represa, pode-se usar um galho de árvore ou qualquer objeto que permita puxar a pessoa sem tocá-la diretamente”, orienta.

Além dessas medidas, é fundamental que os visitantes estejam atentos às condições climáticas, evitando entrar na água durante tempestades ou ventos fortes. Também é essencial respeitar as placas de sinalização que indicam áreas de risco e os limites de profundidade.