O corpo foi descoberto pelo filho da vítima, que havia estado com o advogado horas antes, ainda pela manhã

Goianésia- No início desta semana, o advogado Adeon Paula de Oliveira, de 75 anos, foi encontrado sem vida em sua residência, localizada em Jussara, no interior de Goiás. A vítima apresentava um disparo fatal na cabeça, e a arma do crime não foi localizada no local, o que levanta suspeitas de homicídio.

O corpo foi descoberto pelo filho da vítima, que havia estado com o advogado horas antes, ainda pela manhã. De acordo com o delegado Ricardo Ramos, responsável pela investigação, o filho de Adeon saiu de casa às 9h30 e, ao retornar por volta das 15h30, encontrou o pai morto, deitado em uma rede na varanda da propriedade rural.

O delegado também informou que a ausência de câmeras de segurança na residência complica o andamento das investigações. “Sabemos que o advogado atuava em disputas relacionadas a terras e heranças, áreas que frequentemente geram conflitos intensos, especialmente por envolverem grandes valores financeiros. No entanto, é prematuro afirmar que esse contexto tenha motivado o crime. Nossa prioridade agora é ouvir familiares e amigos, além de verificar os processos em que ele estava envolvido no momento”, afirmou o delegado.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) se manifestou sobre o falecimento de Adeon Paula de Oliveira e exigiu agilidade nas investigações. “É com profunda tristeza que a OAB-GO comunica o falecimento do ex-presidente da subseção de Jussara, Adeon Paula de Oliveira, aos 75 anos, ocorrido no domingo (23 de fevereiro). A causa da morte ainda permanece indefinida. A Ordem se solidariza com a família e informa que está em contato com a Secretaria de Segurança Pública, pedindo total empenho para a elucidação do caso. Neste momento, a OAB-GO, por meio do Sistema de Defesa e Prerrogativas e da Subseção de Jussara, acompanha de perto o andamento das investigações e espera por uma solução rápida. Em sinal de respeito, a Subseção de Jussara decretou luto oficial de três dias”, declarou a OAB-GO em nota.