Goianésia - A automedicação é um problema crescente no Brasil e pode levar a complicações graves, incluindo intoxicações e até mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que o uso de medicamentos seja sempre de acordo com a necessidade individual, por um período adequado e com o menor custo possível. Porém, no país, o hábito de tomar remédios sem prescrição tem se tornado cada vez mais comum, o que preocupa os especialistas.
Lorena Baía, presidente do Conselho Regional de Farmácias de Goiás, destaca os riscos da automedicação. “Em Goiás, mais de 2 mil casos de intoxicação são registrados devido a essa prática. É importante conscientizar a população sobre os perigos de tomar medicamentos sem orientação médica”, afirma. Ela alerta que, embora a automedicação seja comum, ela pode resultar em danos irreversíveis à saúde.
Estudos do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz) revelam que o Brasil registra anualmente mais de 30 mil internações por intoxicação medicamentosa, com cerca de 20 mil mortes. Um levantamento do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ) de 2022 mostrou que 89% dos brasileiros se automedicam. Em Goianésia, muitos moradores, como Sérgio Santana, preferem evitar a prática: "Tenho medo das reações alérgicas e do agravamento de outros problemas de saúde. Sempre busco orientação médica antes de tomar qualquer medicamento", diz.
A pesquisa também aponta que analgésicos lideram a lista de medicamentos usados sem prescrição, com 64% dos entrevistados recorrendo a eles, seguidos dos antigripais (47%) e relaxantes musculares (35%). Esses medicamentos, quando usados sem acompanhamento, podem provocar sérios efeitos colaterais e agravar condições de saúde existentes.




