Goianésia - Leite e seus derivados são itens essenciais na alimentação, presentes em muitas receitas do dia a dia. Em Goianésia, quem utiliza esses produtos com frequência sentiu o impacto recente no aumento dos preços. A cesta de derivados lácteos teve uma alta média de 4,96% entre janeiro e fevereiro de 2025. O gerente de um supermercado local, Renato Brito, fala sobre o reflexo desse aumento nas prateleiras: “A nossa última compra teve um aumento de R$ 0,35. E agora deu uma estabilizada, tem leite condensado, creme de leite, muçarela. Tudo que o pessoal consome bastante, todos esses itens derivados do leite, sobem juntos.”
Goiás é um dos maiores produtores de leite, creme de leite, mussarela, leite em pó e leite condensado, produtos que representam 80% da produção de laticínios no estado. O gerente técnico da FAEG, Edson Novaes, comenta que os produtores estão começando a recuperar as perdas após 12 meses de quedas consecutivas: “Os produtores tiveram uma queda de preço de 20%. Os preços reduziram da indústria para os mercados em 11%, e isso custa aos produtores somente ½%. Então a gente percebe que uma redução de custo menor e um valor de produção maior prejudicaram a sua rentabilidade. Você desestimula a partir da queda da renda dos produtores, e isso pode reduzir a produção, levando a preços mais elevados para os consumidores a médio e longo prazo.”
Com o aumento nos preços, quem vai às compras sente o peso no bolso, especialmente na hora de adquirir itens como queijo e manteiga. O goianesiense Elber Rodrigues compartilha sua experiência: “Se você vai ao mercado com R$ 10,00, sai com 4,5 fatias de muçarela, queijo minas também nem se fala, margarina. Os valores estão muito altos.”




