Reajuste previsto para fevereiro pode pesar ainda mais no bolso dos consumidores, especialmente os de menor renda

Goianésia - O preço do gás de cozinha está prestes a sofrer um aumento significativo, e diversos fatores estão influenciando esse reajuste, como a alta do petróleo no mercado internacional, a desvalorização cambial, o ajuste do ICMS e o aumento nos salários dos funcionários das distribuidoras e revendedoras.

A aposentada Ana Maria, residente em Goianésia, lamenta que a situação se complica especialmente para quem vive com um salário mínimo: “Eu paguei R$ 110,00 em novembro, e estou usando até hoje. Estou tentando economizar usando outros meios. Está muito caro. Esse aumento vai apertar ainda mais o meu orçamento e de muita gente que vive só com a aposentadoria."

Na última semana de janeiro, o preço médio do gás de cozinha estava entre R$ 106,00 e R$ 110,00, segundo a Agência Nacional do Petróleo. O aumento oficial começará a ser repassado ao consumidor no próximo sábado, dia 8 de fevereiro. O Sinergás alertou que as revendas devem seguir o reajuste determinado pela instituição. Caso o consumidor perceba preços abusivos, pode denunciar.

A advogada Carolina Vieira explica como proceder: “Diversos fatores mercadológicos podem interferir no preço, como a contratação de funcionários, reformas e os custos operacionais das distribuidoras. Porém, quando o reajuste é abusivo ou não justificado, o consumidor tem o direito de denunciar. O Procon pode atuar para garantir que os preços sejam justos e adequados ao mercado.”

Aline Ferreira, proprietária de um depósito de gás em Goianésia, confirmou que os novos preços começarão a ser aplicados aos clientes já na próxima semana: “Já tivemos duas precificações e tentamos manter os preços o máximo possível, mas o combustível aumentou muito e não temos como não repassar esse reajuste aos consumidores.”