Entre 2000 e 2022, internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos cresceram 184% no SUS

Goianésia - Dados do Ministério da Saúde apontam um aumento alarmante de 184% nas internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos no Sistema Único de Saúde (SUS), entre 2000 e 2022. A faixa etária mais impactada foi a de 35 a 39 anos, com um aumento de 79,8%, representando cerca de 18 casos por 100 mil habitantes.

Segundo o cardiologista Henrique de Souza, o aumento é atribuído, em parte, à maior notificação de casos, mas diversos fatores de risco também contribuem, como mudanças no estilo de vida, estresse crônico, questões de saúde mental e o uso de substâncias como o cigarro. "O uso indiscriminado de remédios ou tratamentos hormonais estéticos sem prescrição adequada tem agravado a situação", alerta o especialista.

Henrique também destaca a importância de mudanças no estilo de vida, como uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios, que podem reduzir significativamente o risco de infartos. Ele reforça a necessidade de acompanhamento médico, especialmente para quem tem histórico familiar de doenças cardiovasculares. "Qualquer sintoma incomum deve ser investigado rapidamente para evitar complicações graves", ressalta.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) revela que, entre 1990 e 2019, as mortes de mulheres de 15 a 49 anos por infarto aumentaram 62%. Em 2024, até o início de setembro, mais de 271 mil pessoas morreram no Brasil devido a complicações cardíacas, como infartos e AVCs.

Com o aumento nos casos de infarto entre jovens, especialistas reforçam a importância de prevenção e conscientização sobre os fatores de risco.