A alta dos preços chega a casa dos 150% em 12 meses

Goianésia - O preço de muitos itens das gôndolas dos supermercados tem pesado no bolso do brasileiro, mas nos últimos dias, a cebola se tornou a vilã do momento. Com o aumento de mais de 150% no valor do produto no último ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cebola se tornou o item de maior alta na prévia da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em Goianésia, o preço médio do quilo da cebola chega a R$ 10,99, impactando diretamente o orçamento das famílias.

Para muitas donas de casa, como Ednair Borges, o aumento tem sido um grande desafio. "Eu uso cebola em praticamente todos os pratos, então o peso no bolso é grande. Mas, mesmo com o preço alto, não dá para ficar sem. A comida perde o sabor e a qualidade sem esse tempero", afirma Ednair, que já sentiu o impacto da alta constante do preço do produto no supermercado.

Entre as justificativas para essa alta no preço da cebola, estão o período de entressafra e as pragas nas lavouras, que fizeram com que os preços disparassem no início deste mês. Para o economista Bruno Fleury, a tendência de alta deve continuar nos próximos meses. "As condições climáticas, junto com a baixa oferta de cebola, tendem a manter os preços elevados no curto prazo. Além disso, outros fatores, como o aumento nos custos de produção, também contribuem para essa alta", explica Fleury.

Além da cebola, outro item tradicional na mesa dos brasileiros também tem registrado aumento: o tomate. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o calor excepcional registrado em janeiro acelerou a maturação do tomate, o que resultou em uma oferta abundante no início do ano. Porém, essa condição levou ao esgotamento da safra de verão, reduzindo a disponibilidade do produto e, consequentemente, elevando os preços.

Com a alta desses alimentos essenciais, as donas de casa goianesienses se veem diante de um cenário desafiador, onde o orçamento familiar tem sido constantemente reajustado para acomodar os aumentos nos preços de itens básicos da alimentação.