Goianésia - A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e decidiu pela demissão do ex-parlamentar do cargo de escrivão da corporação por abandono de função. A medida ainda depende da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, responsável pela formalização do ato de desligamento.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, onde passou a afirmar que vive em exílio político. Em razão da ausência prolongada e do acúmulo de faltas consideradas injustificadas, ele teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro do ano passado.
Com a perda do mandato, o ex-parlamentar deveria retornar às atividades como escrivão da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, cargo conquistado por concurso público em 2010. Como não se reapresentou para o exercício da função, a corporação instaurou um Processo Administrativo Disciplinar, em fevereiro deste ano, para apurar o abandono de cargo. Desde então, ele permanece afastado das atividades.
Durante a tramitação do procedimento, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou que Eduardo Bolsonaro entregasse a carteira funcional e a arma de fogo pertencentes à instituição.
Além do processo administrativo, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação. De acordo com a decisão da Corte, a condenação está relacionada à atuação do ex-deputado nos Estados Unidos com o objetivo de intimidar integrantes do Judiciário e interferir na análise dos processos ligados à tentativa de golpe de Estado.
Com a conclusão do PAD, o processo segue para o Ministério da Justiça, que deverá analisar e formalizar a decisão administrativa de demissão.




