Goianésia - O prefeito Renato de Castro participou, nesta segunda-feira, 1º de dezembro, da série “2026 à Vista”, da RVC FM, e apresentou um balanço do primeiro ano de governo, além de projetar obras e prioridades para 2026. Após semanas de entrevistas com especialistas, secretários e ex-prefeitos sobre temas que influenciam o futuro de Goianésia, Renato detalhou entraves burocráticos, destacou entregas estruturais e reforçou ações estratégicas para o desenvolvimento da cidade.
Burocracia e dívidas travaram o ritmo de execução
Logo no início, Renato fez um diagnóstico sobre as limitações enfrentadas neste primeiro ano, marcado, de acordo com ele, por dívidas acumuladas e pelo impacto das novas regras de licitação. Segundo ele, a transição da antiga Lei 8.666 para a nova Lei 14.133 tornou o andamento de processos ainda mais lento. “Foi um ano difícil, com bastante dificuldade; a questão das licitações também atrapalhou. Eu achava a lei 8.666 travada, mas a 14.133 conseguiu ser ainda mais demorada. Os processos ficam mais complexos e isso impacta diretamente na velocidade da gestão”, afirmou. Apesar disso, o prefeito disse estar confiante de que a administração entrou “nos trilhos” e deve acelerar entregas em 2026.
Habitação e redução do aluguel
A política habitacional foi apontada como uma das prioridades da gestão. Renato relatou que a compra do terreno para a construção de mil casas já está formalizada, ainda que a burocracia cartorial tenha atrasado o processo. Ele reforçou a necessidade de reduzir o peso dos aluguéis no orçamento das famílias.
“Uma prestação de 400 ou 500 reais é muito mais vantajosa do que pagar 800 ou até mil em um imóvel antigo que não é seu. Mas isso não me impede de entregar casas sem prestação; os dois modelos serão levados adiante”, disse.
As primeiras 200 unidades, prometidas pelo governador Ronaldo Caiado, já têm 46 casas praticamente prontas, enquanto os projetos complementares seguem para licitação, com expectativa de ampliação da parceria com investidores privados para financiar novas moradias.
Projetos complementares seguem para licitação, com expectativa de ampliação da parceria com investidores privados para financiar novas moradias.
Infraestrutura dos bairros
O Residencial Hermínio Lopes chamou atenção pela parte estrutural. Segundo o prefeito, o bairro apresentava sérias dificuldades de abastecimento de água e ausência de drenagem pluvial. “A água vinha de poços, de boa qualidade, mas insuficiente. Por isso articulamos com a Saneago para conectar o bairro à água tratada da cidade”, explicou.
Renato afirmou ainda que a obra de drenagem, estimada em R$ 2 milhões, é indispensável para evitar a destruição do asfalto. “Sem boca de lobo e galeria, qualquer pavimento se perde, até o de maior qualidade. E o de lá já era frágil”, completou. A licitação já está em andamento.
Novo Hospital Municipal
Um dos temas mais esperados pela população, o novo Hospital Municipal está próximo de avançar para a fase final. Renato revelou que ajustes técnicos essenciais vêm sendo executados, como revisão de transformadores, geradores, climatização e adequações exigidas pela Vigilância Sanitária e pela Caixa. “O hospital atual está insalubre desde 2017. Tivemos que reorganizar tudo. O engenheiro quer publicar a licitação ainda este ano, e será um investimento de quase R$ 2 milhões”, explicou.
O prefeito afirmou que sua meta é entregar o hospital no próximo ano, encerrando um ciclo de nove anos desde o início do projeto.
Educação em expansão
Renato classificou os avanços na educação como uma verdadeira “virada de chave”. Ele comparou o impacto do Agrocolégio, que funcionará nas instalações do antigo Credeq, ao impulso gerado pela chegada da Faculdade de Medicina. “O Agrocolégio vai ser transformador para Goianésia, assim como foi a Faculdade de Medicina trazida pelo ex-prefeito Jalles. E teremos ainda o Sesi-Senai, uma obra belíssima que reforça nossa vocação educacional”, afirmou.
A gestão prevê três novas creches, uma escola militar com 420 vagas, Escola Salvador Leite em tempo integral e a ampliação do Monte Moriá, totalizando 1.200 novas vagas somente neste mandato.
Mobilidade e logística
Sobre infraestrutura viária, Renato explicou que há dois projetos distintos: o anel viário e a duplicação ou terceira faixa da GO-080. Ele ponderou que o anel deve gerar discussões, já que atravessará propriedades rurais. “Alguns proprietários vão gostar, outros não. Precisamos de um licenciamento muito bem-feito para evitar conflitos judiciais”, enfatizou.
A proposta é iniciar o traçado em estrada de chão e, posteriormente, buscar pavimentação com apoio da Goinfra e do setor privado. Em relação à rodovia, o prefeito afirmou: “Entre Goianésia e Jaraguá, a construção da terceira faixa é mais viável em um primeiro momento, e em seguida, a duplicação, e que entre Goianésia e Barro Alto essa duplicação também deve acontecer”, disse. Para ele, a união entre poder público e iniciativa privada é decisiva para viabilizar o projeto.




