Caixa de chuchu passou de R$ 35 para R$ 70

Goianésia-O preço de alguns legumes e verduras comercializados em Goiás registrou forte alta em setembro. Levantamento da Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO) aponta aumentos de até 100% em determinados produtos, movimento que já pode chegar ao consumidor por meio da elevação dos preços no comércio.

Entre os itens que mais subiram está o chuchu. A caixa com 22 quilos passou de R$ 35 para R$ 70. O quiabo, vendido em embalagens de 14 quilos, também dobrou de preço, saindo de R$ 40 para R$ 80. Já o jiló, comercializado em caixas de 17 quilos, chegou a R$ 100.

Segundo o gerente técnico da Ceasa-GO, Josué Lopes, as oscilações atingem diferentes produtos e podem estar relacionadas à sazonalidade e às condições de oferta. Entre os destaques recentes estão tomate, vagem, quiabo e jiló.

“No segmento das frutas, nós temos a alta do limão, do limão-taiti e do maracujá. Esse é um fator sazonal previsível para esse período, a alta desses produtos, que deve voltar ao normal só lá para o dia 1º de janeiro, com a volta das chuvas. Agora, nós temos o tomate, a vagem, o quiabo e o jiló. Esses são os destaques do momento. O tomate já há mais de 30, 40 dias vem registrando alta e, agora, nesta última semana, tivemos aumento da vagem, do jiló e do quiabo.”

As condições climáticas também influenciam a formação dos preços. Períodos de temperaturas elevadas e menor volume de chuvas podem afetar o desenvolvimento de culturas mais sensíveis e reduzir a oferta de determinados produtos.

O assessor técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Lucas Lopes, chama atenção para a possibilidade de períodos de estiagem influenciarem a produção nos próximos meses.

“O fator que vale a pena trazer também para o consumidor é o impacto do clima futuramente. Temos visto, pelos mapas climáticos, que pode vir um veranico de 20 até 25 dias, e isso reflete muito no aspecto dos hortifrútis. Se tratando de culturas um pouco mais sensíveis, tanto no aspecto das temperaturas, que já estão mais elevadas, quanto na escassez de chuvas, isso acaba refletindo na produção.”

Além do chuchu, do quiabo e do jiló, outros produtos também tiveram valorização em setembro. A cebola registrou alta de 57%, enquanto a abobrinha verde subiu 66% e o pepino teve aumento de 50%.