Goianésia - Levantamento divulgado pelo FGV IBRE mostra que o Índice de Confiança do Comércio apresentou avanço no Alta do índice sinaliza melhora nas expectativas, embora empresários relatem dificuldades em segmentos específicomês de janeiro. O movimento indica uma percepção mais positiva entre os empresários do setor e reforça a expectativa de desempenho mais favorável das vendas no início de 2026.
Para o economista Flávio Angelim, a evolução do indicador reflete uma combinação de fatores que vêm influenciando o ambiente econômico. Segundo ele, a desaceleração da inflação, o aumento da renda, a manutenção dos níveis de emprego e a redução dos juros contribuem para estimular o consumo. “Esse conjunto de elementos ajuda a movimentar a economia, e isso começa a ser percebido no comércio”, explicou. Angelim acrescenta que o parcelamento do reajuste salarial em duas etapas amplia a circulação de recursos e reforça a confiança do empresariado.
Os dados mostram que, em janeiro de 2026, o Índice de Confiança do Comércio, o Icom, avançou três pontos, alcançando 91,3 pontos. O resultado consolida uma sequência de alta em quatro dos últimos cinco meses, embora o desempenho não seja uniforme entre todos os ramos da atividade comercial.
Na prática, alguns segmentos seguem enfrentando dificuldades. A empresária do setor de saúde em Goianésia, Carla Silva, relata que o cenário no seu ramo permanece desafiador. “Mesmo sendo uma área essencial, sentimos os reflexos da retração. No nosso caso, houve uma queda de cerca de 80% nas vendas do site, que atende clientes em todo o país”, afirmou.
Analistas econômicos avaliam que a elevação da confiança está ligada ao início do calendário comercial e à expectativa de retomada gradual do consumo. Apesar disso, a combinação de juros ainda elevados e restrições no orçamento das famílias mantém o ambiente cauteloso, exigindo planejamento e gestão cuidadosa por parte dos empresários nos próximos meses.




