Reflexos da redução variam conforme região e política adotada pelos postos

Goianésia- A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço da gasolina vendida às distribuidoras. O novo valor passou a vigorar nesta semana e pode refletir nos preços ao consumidor nos próximos dias, a depender de fatores como carga tributária, margens de revenda e custos logísticos de distribuição.

De acordo com a economista Flávia Alcântara, a queda está diretamente associada ao cenário externo. “No ano passado, o petróleo apresentou uma redução expressiva, e o preço de paridade no Brasil estava acima do patamar compatível com o valor do barril. Soma-se a isso a desvalorização do dólar, e esses dois elementos, petróleo e câmbio, exercem papel central na formação dos preços dos combustíveis no país”, explica.

A especialista observa que, mesmo após mudanças na política de preços da estatal, os indicadores internacionais seguem influenciando as decisões. “Embora a metodologia adotada pela Petrobras não seja totalmente transparente desde a alteração das regras, o comportamento do petróleo no mercado internacional e do dólar continua sendo determinante para os reajustes praticados”, avalia.

Em nota oficial, a Petrobras informou que a redução foi motivada pela queda nas cotações do petróleo no exterior e por ajustes em sua estratégia comercial. A empresa reforçou que busca acompanhar a dinâmica do mercado sem transferir oscilações abruptas aos consumidores. A estatal acrescentou que, desde o fim de 2022, o preço da gasolina nas refinarias acumula reduções, o que tem contribuído para aliviar pressões inflacionárias.

Entre os consumidores, a expectativa é de impacto positivo no orçamento. O motociclista Matheus Nascimento considera a redução um alívio. “Com a gasolina mais barata, fica mais fácil se deslocar no dia a dia. Dá para usar a moto ou o carro com menos preocupação constante com o preço do combustível”, relata.

Especialistas ponderam que o repasse da redução aos postos não ocorre de forma uniforme em todo o país. Ainda assim, a tendência é de que a queda no preço da gasolina contribua para o controle da inflação e para a diminuição de custos em setores fortemente dependentes do transporte, como comércio e serviços.