Goianésia- Na aquisição de um carro, imóvel ou outro bem de alto valor, muitos consumidores se deparam com uma decisão que pode influenciar diretamente o planejamento financeiro: optar pelo consórcio ou pelo financiamento. Embora as duas modalidades viabilizem o parcelamento da compra, as diferenças entre elas impactam tanto o valor final pago quanto a forma de acesso ao bem.
O especialista em consórcios Carlos Dumont explica que a escolha deve considerar o perfil do comprador, a urgência da aquisição e a capacidade de pagamento. “O financiamento costuma atender quem precisa do bem de forma imediata, não pode esperar e consegue aprovação de crédito. Mesmo sem entrada ou com algum valor disponível, se a parcela se encaixa no orçamento e o cliente antecipa pagamentos para amortizar juros, o custo total pode ser reduzido”, avalia.
Levantamentos do Banco Central indicam que o financiamento envolve a incidência de juros, o que pode elevar o valor final do bem em 30% ou mais, dependendo do prazo contratado e das taxas aplicadas pelas instituições financeiras. No consórcio, por outro lado, não há cobrança de juros, mas existe a taxa de administração, que normalmente varia entre 10% e 20% do valor do bem e é diluída ao longo do plano.
Dumont detalha que o consórcio atende a públicos distintos. “É uma alternativa para quem enfrenta dificuldade na aprovação de crédito, possui score baixo ou busca parcelas menores em prazos mais longos, que podem chegar a 70 ou 80 meses. O consórcio favorece quem deseja se planejar, formar patrimônio gradualmente e aguardar a contemplação por sorteio ou por meio de lances”, explica.
Especialistas do setor financeiro avaliam que o financiamento tende a ser mais indicado para situações em que a necessidade do bem é imediata, enquanto o consórcio se apresenta como opção mais econômica para quem consegue organizar a compra com antecedência, aguardar o momento da contemplação e reduzir o custo total da aquisição.
A orientação é que o consumidor analise com cuidado as condições de cada modalidade, avalie o impacto das parcelas no orçamento mensal e compare os custos envolvidos antes de tomar a decisão.




