Goianésia - Já está em vigor em todo o país o novo valor do ICMS sobre os combustíveis. A gasolina sofreu aumento de dez centavos por litro, passando a custar R$ 1,57. O diesel teve reajuste de cinco centavos, com o litro chegando a R$ 1,17. Já o gás de cozinha ficou R$ 1,05 mais caro por botijão. A mudança foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, responsável por estabelecer os parâmetros do imposto aplicado pelos estados.
Este é o segundo ano consecutivo de aumento na tributação sobre os combustíveis. Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, o reajuste tem como base os preços médios apurados pela Agência Nacional do Petróleo entre fevereiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Para os consumidores, a alta representa mais pressão sobre o orçamento doméstico. A moradora de Goianésia, Ilda Ferreira, relata preocupação com os impactos do reajuste no dia a dia. “O combustível sobe sem parar e quem sofre é o povo de baixa renda. O dinheiro não acompanha esses aumentos. Para quem é mãe de família, trabalhador braçal ou aposentado, fica cada vez mais difícil manter as contas em dia”, afirma.
O economista Danilo Orsida explica que, embora o Confaz aprove os limites do reajuste, cabe às assembleias legislativas estaduais autorizar a aplicação dos novos valores. Segundo ele, a mudança tem reflexos diretos tanto no setor produtivo quanto no consumo das famílias. “Empresários que dependem de combustível na logística ou do gás de cozinha na produção, como bares e restaurantes, sentem esse impacto imediatamente. Para as famílias, o efeito é ainda mais sensível, já que o gás de cozinha é um item essencial e faz parte da cesta básica. Em um cenário inflacionário, qualquer reajuste amplia a pressão sobre o orçamento e contribui para a alta geral dos preços”, avalia.
Por serem considerados preços estratégicos da economia, os combustíveis influenciam diretamente diversos setores. O aumento do ICMS tende a elevar os custos do transporte e da produção, refletindo no valor final de produtos e serviços. A expectativa de especialistas é de que os impactos sejam sentidos ao longo dos próximos meses, com maior pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras.




