Setor avança com tecnologia e investimento

Goianésia- Goiás se consolida como uma das principais potências da alhicultura no Brasil. O estado ocupa o segundo lugar nacional em produção e área colhida, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos dez anos, o setor apresentou crescimento expressivo: o valor da produção avançou 210,1%, a área plantada aumentou 64% e o volume produzido subiu 57,6%.

Presente diariamente na mesa dos goianos, o alho segue indispensável no preparo das refeições. Mesmo com a alta dos preços nos supermercados, o consumo permanece constante.

O aposentado José Sindoval afirma que o produto não falta em casa. “Não faço comida sem alho. Ele dá um sabor diferente. Pode estar no preço que for, eu compro e levo para casa. Arroz, feijão, carne… não tem como ficar sem”, relata.

Os números confirmam o bom momento da cadeia produtiva. Em 2024, o valor da produção de alho em Goiás alcançou um recorde histórico de R$ 738,8 milhões, um crescimento de 31,6% em relação ao ano anterior.

Segundo a superintendente de Produção Rural da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), Patrícia Honorato, o desempenho é resultado da adoção de técnicas mais eficientes de industrialização, conservação e processamento do alho no estado.

“Estamos falando de uma produção concentrada em apenas dez municípios, com destaque para Cristalina, Águas Lindas de Goiás, Ipameri, Padre Bernardo e Catalão, que apresentam competitividade em nível nacional. O custo de implantação é elevado e exige maior cuidado por parte dos produtores, mas temos colhido bons resultados. Há investimento em variedades melhoradas, irrigação e rotação de culturas”, explica.

A competitividade goiana também se reflete no comércio exterior. Dados do IBGE mostram que o Brasil importou 145,5 mil toneladas de alho em 2024. Entre os estados importadores, Goiás teve a menor participação, com apenas 25,2 toneladas adquiridas da Argentina, um indicativo da força da produção local e da redução da dependência do mercado externo.