Produtores goianos comemoram alívio e nova oportunidade de crescimento

Goianésia- A derrubada das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos agropecuários brasileiros, como carne e café, foi comemorada pelo setor. A decisão ocorre após meses de negociações entre os dois governos e também diante da pressão interna nos EUA, provocada pelo aumento dos preços dos alimentos. As tarifas, que chegavam a 40%, haviam reduzido significativamente as exportações brasileiras, especialmente de café e carne, e contribuído para encarecer esses produtos no mercado americano.

Leonardo Machado, gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), destacou o impacto positivo da medida. “O setor produtivo rural vê isso com muito alívio. O mercado americano, sobretudo para a carne de Goiás, é de suma importância. Essa decisão traz mais competitividade e representa um impulso para o desenvolvimento do mercado internacional, além de reforçar nossa atuação no mercado interno”, explica.

Machado ressalta que Goiás, como um dos principais polos de produção, depende do mercado externo para expandir a competitividade e garantir o crescimento sustentável da agropecuária. “Além de atender muito bem o mercado doméstico, nossa produção também abastece o mercado internacional. A retirada da sobretaxa aumenta nossa competitividade e representa uma grande oportunidade”, afirma.

Durante o período de sobretaxas, o Brasil buscou ampliar suas exportações para outros países, fortalecendo parcerias comerciais alternativas. Machado ressalta que essas novas relações devem ser mantidas, garantindo maior segurança e diversificação para o setor.

Ele destaca ainda a importância do mercado americano: “Os Estados Unidos não conseguem atender toda a demanda interna, especialmente de carne e café. O Brasil é o maior produtor e exportador de café, e a sobretaxa aumentava muito o preço do produto lá. A decisão de retirar essas tarifas foi muito benéfica para nossa produção agropecuária”, comenta.

Com a retirada das tarifas, o setor projeta recuperação da liquidez, aumento no volume de abates, melhora nos preços pagos ao produtor e maior movimentação industrial. Segundo Machado, esse ciclo beneficia toda a cadeia produtiva, fortalecendo a posição do Brasil no comércio internacional e ampliando as oportunidades para os produtores goianos.