Pesquisa nacional revela mudança no comportamento financeiro e especialistas alertam para a importância de controlar despesas

 

Goianésia - Uma pesquisa realizada em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito, em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que, neste ano, muitos brasileiros pretendem economizar e gastar menos no período natalino. Segundo o levantamento, quem recebe o décimo terceiro salário deve utilizá-lo principalmente para comprar presentes, economizar e investir, custear as comemorações de fim de ano e adquirir produtos desejados.

Em Goianésia, porém, parte da população afirma não estar animada com as festas e prefere conter os gastos. Entre elas está Andreia Martins, que relata que até as pequenas lembranças ficaram de fora do orçamento neste ano. Ela explica que costuma presentear pessoas próximas, mas que, diante do cenário atual, decidiu priorizar a economia. Andreia relata que não fará compras nem decoração natalina. Segundo ela, “esse ano até as lembrancinhas vão passar em branco. Nem decoração de Natal, nem enfeite, nem nada, nem pisca pisca. Quando a gente está sem clima, você fica até sem clima até para dar presente”.

O estudo indica também que 55 por cento dos entrevistados pretendem fazer algum tipo de bico para complementar a renda e comprar mais presentes neste Natal. Esse comportamento é mais comum entre pessoas de até cinquenta e quatro anos e das classes C, D e E. Apesar disso, especialistas em finanças reforçam a necessidade de cautela no fim do ano, especialmente para quem já possui dívidas acumuladas.

O especialista em finanças João Isaías orienta que o consumidor priorize a organização financeira. Ele explica que, caso a pessoa queira gastar um pouco, deve fazê lo sem comprometer grande parte do orçamento. Segundo ele, “se você quiser muito gastar um pouquinho para poder satisfazer, reserve uma parte, mas utilize a parte maior para pagar as suas dívidas se você estiver devendo”.

Outro alerta importante está relacionado às despesas típicas do início do ano, como IPTU, matrículas escolares e IPVA, que podem comprometer ainda mais o orçamento familiar. Especialistas reforçam que o planejamento financeiro é essencial para evitar dificuldades nos primeiros meses do ano e garantir maior tranquilidade na volta à rotina.