Goianésia- O agronegócio continua sendo um dos principais motores da economia brasileira, e o Centro-Oeste desponta como o coração dessa força. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a agroindústria deve gerar cerca de 207 mil novos empregos até 2027 na região. Entre os municípios com maior potencial de expansão está Goianésia, que abriga importantes empresas do setor e deve registrar crescimento já nos primeiros meses do próximo ano.
O economista Luiz Carlos destaca que, embora o Centro-Oeste apresente desempenho expressivo, ainda enfrenta desafios estruturais. “A região Centro-Oeste tem hoje o maior PIB per capita do Brasil, mas enfrenta gargalos. Um dos principais é a questão da qualidade, quantidade e custo da energia. É algo complicado. Se somos um dos maiores produtores de algodão do mundo, por que não temos a indústria de fio de algodão aqui? Porque a energia elétrica ainda é de baixa qualidade”, explica.
O estudo da CNI aponta que o Centro-Oeste registrou o maior crescimento industrial do país entre 1996 e 2022, com alta de 173% no Valor de Transformação Industrial (VTI). Esse avanço está diretamente ligado ao surgimento de agritechs e à expansão de indústrias de bioprodutos, que vêm modernizando o campo e ampliando a oferta de empregos qualificados.
Para o agrônomo Solysmar Silva, o agro tem se tornado cada vez mais atrativo e estratégico. “O setor ganhou relevância e abriu diversas oportunidades. Muitas pessoas que estavam desempregadas migraram novamente para o campo. Com isso, houve um esforço de qualificação profissional e um aumento expressivo na oferta de vagas”, afirma.
De acordo com a CNI, o principal desafio daqui para frente é assegurar mão de obra qualificada para acompanhar o ritmo de modernização das indústrias. Caso o setor mantenha esse caminho, o cenário é otimista: o agronegócio goianesiense deve seguir aquecido, impulsionando a economia local e ampliando as oportunidades de emprego já no início de 2026.




