Goianésia- A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 1 para o mês de novembro. A decisão significa que os consumidores continuarão pagando R$ 4,97 a mais a cada 100 kWh consumidos. Mesmo com a chegada do período chuvoso, os reservatórios das hidrelétricas ainda não se recuperaram totalmente, o que mantém altos os custos de geração de energia e, consequentemente, a tarifa de eletricidade.
A dona de casa Fernanda Rodrigues conta que o aumento pesa no orçamento familiar. “A gente tenta economizar ao máximo, apagando as luzes e evitando desperdício, mas ainda assim a conta vem alta. É difícil equilibrar as despesas do mês com alimentação, água e agora a luz mais cara”, desabafa.
O engenheiro elétrico José Silva explica que o sistema de bandeiras tarifárias foi criado para indicar o custo real da geração de energia e estimular o consumo consciente. “Quando a bandeira está vermelha, significa que o custo de produzir energia aumentou, geralmente por causa do uso de termelétricas. Aqui em casa, temos tentado reduzir o consumo, desligando aparelhos nos horários de pico e aproveitando melhor a ventilação natural. Pequenas mudanças ajudam bastante no final do mês”, afirma.
Segundo especialistas, a economia de energia continua sendo a melhor alternativa para aliviar o impacto no bolso. Medidas simples, como desligar aparelhos da tomada, evitar o uso do ar-condicionado nos horários de maior demanda e aproveitar a luz natural durante o dia, podem fazer diferença na fatura. A expectativa é que, com o avanço das chuvas em novembro e dezembro, os níveis dos reservatórios melhorem, permitindo a redução gradual dos custos de geração e o retorno das bandeiras tarifárias menos onerosas nos próximos meses.




