Queda no valor deve aliviar inflação e custos de transporte, mas repasse aos consumidores pode demorar

 

Goianésia - A Petrobras anunciou nesta semana uma redução média de 4,9% no preço da gasolina vendida às distribuidoras. A medida representa uma queda de aproximadamente 15 centavos por litro e já está em vigor em todo o país. Em Goiás, a expectativa é de que a redução comece a refletir nos postos de combustíveis nos próximos dias.

O economista Ivo Morais explica que, embora o corte ajude a conter a inflação e reduza custos logísticos, o cenário ainda exige atenção. “Ainda existe uma defasagem média de cerca de 55 centavos em relação ao mercado internacional. Isso indica que, no futuro próximo, o país pode enfrentar novos reajustes. Por isso, é importante que os consumidores pesquisem os preços antes de abastecer para garantir economia no orçamento”, orienta.

A redução no valor dos combustíveis deve ter impacto positivo também na inflação, contribuindo para mantê-la dentro da meta estipulada pelo Banco Central. Com custos menores no transporte e na distribuição de mercadorias, outros setores da economia podem ser beneficiados.

Em Goianésia, no entanto, há preocupação quanto à demora no repasse das reduções aos consumidores finais. O motoboy Hugo Souza, que utiliza a moto diariamente para trabalhar, destaca a diferença de preços entre cidades. “Aqui em Goianésia, os valores são sempre mais altos. A gente vê cidades vizinhas com preços menores, mas aqui parece ter um monopólio que segura o preço nas alturas. Meu gasto com gasolina é diário, qualquer centavo faz diferença”, relata.

A Petrobras informou que a decisão acompanha a dinâmica do mercado internacional e busca manter um equilíbrio entre competitividade e estabilidade de preços. No entanto, especialistas alertam que o valor final ao consumidor depende de uma série de fatores, como impostos, margens de lucro dos revendedores e custos de distribuição.