Goianésia - Conhecido como o “ouro do Cerrado”, o pequi é um dos frutos mais tradicionais e valorizados da região Centro-Oeste. Em Goiás, a safra do fruto ocorre entre novembro e janeiro e representa não apenas um símbolo cultural, mas também uma importante fonte de renda. A estimativa para 2025 é que a comercialização do pequi movimente mais de R$ 10 milhões no Estado.
Apesar de ser o segundo maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais, Goiás se destaca como líder em vendas por meio da Ceasa, que recebe e distribui volumes muito superiores aos colhidos localmente. A cadeia produtiva envolve agricultores, feirantes e trabalhadores temporários, gerando cerca de mil empregos durante o período de colheita e comercialização.
A comerciante Doralice Cunha é uma das muitas goianas que se dedicam à colheita do fruto. Para ela, o pequi é indispensável na culinária regional. “Gosto de buscar no cerrado e de fazer o piqui com frango, guariroba, arroz. É uma delícia. Quem não gostar não sabe o que está perdendo. Em casa, todos gostam”, relata.
Segundo o gerente técnico da Ceasa, Josué Lopes, os preços seguem estáveis em comparação ao ano anterior. Uma caixa de pequi custa, em média, R$ 60 para compra, e os valores no varejo variam conforme a margem de revenda. “O preço de venda é diferenciado, mas é isso que movimenta o mercado”, afirma.
O feirante Wesley Beltrão reforça que a oscilação de preços também depende da região de origem do fruto. “As primeiras safras vêm bastante altas, proporcional ao local de colheita”, explica.
A produção do pequi continua sendo um pilar da economia sazonal goiana, fortalecendo feiras livres, o comércio atacadista e a tradição alimentar do Estado.




