Goianésia - A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) anunciou que o preço do café terá reajuste entre 10% e 15% no início de outubro de 2025. O aumento será sentido diretamente pelos consumidores nos supermercados de todo o país.
Quem vai às compras já percebeu a escalada dos preços. A aposentada Goianesiense, Amélia Fonseca, afirma que o café não pode faltar no seu dia a dia e destaca que não consegue entender os constantes aumentos no valor do produto.
“Eu sou muito exigente com o café, o meu já está bem caro. A gente vai tentando, né? Tira daqui, tira dali, faz alguma coisa, mas eu acho que o hábito permanece. Agora eu não entendo por que ele está mais caro.”
A elevação está relacionada à valorização do café no mercado internacional, que apresentou alta de cerca de 40% entre agosto e setembro deste ano, além do cenário de baixos estoques globais, como explica a especialista em mercado agropecuário, Christiane Brandão.
“A safra de 2025 teve recuo na produção. Nós tivemos aqui, tanto no estado de Goiás quanto no Brasil, recuos em torno de 16% e de 11%, no caso do cenário nacional, o que influencia a quantidade de produto disponível no mercado. Também, em nível mundial, o Vietnã, que é o segundo maior produtor do mundo de café, teve redução nos seus estoques. E com isso, afeta todo o mercado: a redução da oferta de produto afeta os preços. Nesse cenário de baixa disponibilidade de café no mercado nacional e no mercado mundial, a tendência é que não venhamos a ter redução de preços no curto ou no médio prazo”, enfatizou Christiane.
De acordo com a Abic, o repasse é necessário para equilibrar os custos do setor e garantir a estabilidade da cadeia produtiva, diante das condições climáticas desfavoráveis.




