Goianésia- O Brasil enfrenta um cenário preocupante no que diz respeito à organização financeira. Atualmente, mais de 71 milhões de brasileiros estão com o nome negativado, reflexo do uso excessivo do crédito e da falta de planejamento. Essa realidade escancara a importância de ensinar educação financeira desde cedo, preparando as novas gerações para evitar o endividamento e tomar decisões conscientes no futuro.
A professora Francielle Lorrane destaca que a responsabilidade com o dinheiro deve ser desenvolvida ainda na infância. “A educação financeira sempre foi um tema muito importante e tem se tornado cada vez mais necessária, principalmente na educação infantil. É essencial que as crianças aprendam desde cedo a importância de poupar, se organizar, planejar o futuro e entender o custo das coisas. A escola tem um papel fundamental nesse processo”, afirma.
Aprender desde pequeno a diferenciar desejo de necessidade, a guardar parte da mesada ou a entender o valor do trabalho pode transformar a forma como o indivíduo se relaciona com o dinheiro ao longo da vida. Especialistas apontam que quanto mais cedo esse conhecimento é trabalhado, maiores as chances de formar adultos conscientes e financeiramente equilibrados.
A economista Elisia Silveira ressalta que o tema precisa fazer parte da rotina das crianças e adolescentes de forma leve e natural. “A educação financeira deveria ser algo comum, como assistir a uma novela. Todo mundo fala, todo mundo comenta, sem tabu ou vergonha. Podemos ensinar isso desde muito cedo, antes mesmo de a criança saber ler ou escrever. Ela pode entender que o dinheiro vem do trabalho, que é limitado, e que o caixa eletrônico não é uma máquina mágica, ele só entrega o que existe na conta, fruto do esforço", explica.
O desafio, embora grande, pode ser vencido com a união entre família e escola. Atividades práticas, como jogos, simulações e debates sobre consumo responsável, são estratégias eficazes para consolidar esse aprendizado.




