Goianésia - O número de brasileiros com o nome negativado atingiu um novo recorde. De acordo com levantamento recente, mais de 71,8 milhões de pessoas encerraram o mês de agosto com restrições no CPF, o que representa quase 43% da população adulta do país. As principais causas continuam sendo dívidas com bancos e comércio, especialmente relacionadas ao uso do cartão de crédito.
Em Goianésia, a realidade não é diferente. Para o morador José Carlos, o problema começa com decisões financeiras mal planejadas. “Uma hora ou outra a conta vai chegar. Muitas vezes as pessoas se embaraçam porque fazem compromissos além do que deveriam, acima da renda mensal. Creio que uma estratégia eficaz para controlar os gastos é não apostar tanto no aumento do limite do cartão”, alertou.
O cenário é ainda mais crítico entre as famílias de baixa renda, que frequentemente recorrem ao crédito para cobrir necessidades básicas, agravando o ciclo de endividamento. Em regiões como o Vale do São Patrício, o aumento do custo de vida tem pressionado orçamentos familiares e dificultado a quitação das contas em dia.
Arnaldo Silva, também morador de Goianésia, reconhece que o uso descontrolado do cartão é um dos principais vilões. “Hoje, a maioria das dívidas está relacionada ao cartão de crédito. Por isso evito ao máximo gastar com cartão e sempre mantenho meus gastos sob controle”, afirmou.
Especialistas alertam que o alto índice de inadimplência compromete não apenas a vida financeira das famílias, mas afeta diretamente o comércio local, reduz o consumo e freia a economia. A orientação é clara: renegociar dívidas, evitar novos parcelamentos desnecessários e priorizar a organização financeira como forma de reverter a situação.
A educação financeira e o planejamento continuam sendo as melhores ferramentas para recuperar o crédito e evitar o comprometimento do futuro. O problema da inadimplência é coletivo, mas sua solução começa com escolhas conscientes no presente.




