Técnica sustentável é adotada por pequenos e médios produtores em Goiás

Goianésia- A integração entre lavoura e pecuária tem ganhado cada vez mais espaço como alternativa eficiente e sustentável para produtores rurais em Goiás e em diversas regiões do Brasil. Estudos recentes da Embrapa indicam que o cultivo de soja consorciado com forrageiras pode elevar a produtividade da lavoura em até 50%. A prática se baseia na diversificação de culturas, otimizando o uso do solo, melhorando a retenção de nutrientes e reduzindo custos a longo prazo.

O agrônomo Matheus Nascimento explica que a técnica tem sido adotada tanto por agricultores quanto por pecuaristas, devido à sua versatilidade.

“As forrageiras, como capim, cana-de-açúcar, milho e sorgo, podem ser utilizadas tanto na agricultura quanto na pecuária. Na agricultura, entram como cobertura do solo na entressafra, evitando sua degradação, além de contribuírem para a produção de sementes e matéria orgânica. Já na pecuária, compõem a base alimentar dos animais”, afirma.

Além do ganho na produção, o consórcio entre soja e forrageiras traz outros benefícios, como o controle natural de plantas daninhas, a melhora na estrutura física do solo e o aumento da matéria orgânica, que favorece a fertilidade e a retenção de umidade. Em Goiás, a prática tem sido especialmente vantajosa para pequenos e médios produtores, que enfrentam desafios em períodos de estiagem e buscam maior rentabilidade por hectare.

Matheus também destaca a importância da qualidade da forragem na alimentação animal. “A forragem é a base alimentar de equinos, caprinos e bovinos. Além disso, temos a silagem, que é uma forma de conservação da forragem usada principalmente durante a seca como suplemento alimentar”, explica.

Especialistas alertam, no entanto, que a adoção desse tipo de consórcio deve ser cuidadosamente planejada, levando em consideração o tipo de solo, clima, cultura principal e a realidade de cada propriedade rural. A recomendação é que os produtores busquem orientação técnica junto a entidades como a Embrapa, Senar, cooperativas e sindicatos rurais, garantindo uma implementação segura e eficiente.