Goianésia - O aumento das temperaturas e a baixa umidade do ar nas últimas semanas têm afetado diretamente a produção de legumes e verduras na região do Vale do São Patrício, em Goiás. Essa combinação climática, típica do período de estiagem, está provocando variações significativas nos preços dos hortifrutigranjeiros e exigindo mais atenção dos consumidores na hora das compras.
Legumes verdes como jiló, abobrinha e quiabo devem ficar mais caros devido ao aumento nos custos de irrigação e cuidados com a lavoura. Já as folhagens, por outro lado, tendem a ter preços mais acessíveis, já que o tempo seco permite um maior controle das hortas, favorecendo a produtividade. Itens como cheiro-verde e alface, por exemplo, estão sendo vendidos por até 3 e 5 reais, respectivamente.
A goianesiense, Marileide Gomes, explica que precisa readequar sua alimentação de acordo com os preços encontrados: “Geralmente, eu vou nas feiras, porque lá eu peço o preço mais em conta, né, que eu ganho pouco. Toda vez que o mercado tá com preço mais alto, eu sempre mudo minha alimentação. Tem que procurar os preços mais baratos. Quando tá caro um trem, você vai pra outro, senão não dá conta não.”
O economista Cláudio Henrique de Oliveira orienta que a pesquisa de preços e o consumo de produtos da estação são estratégias eficazes para evitar gastos excessivos. “Nessa época de estiagem, o produtor tem que irrigar mais e o clima seco prejudica o crescimento de certas culturas. Por isso, o ideal é buscar promoções, substituir produtos e planejar as refeições de forma equilibrada, garantindo uma alimentação saudável dentro do orçamento.”
Com termômetros se aproximando dos 40 graus em várias cidades goianas, as condições climáticas extremas impactam diretamente a qualidade e a oferta de alimentos. Além de exigir adaptações no campo, essas mudanças refletem no dia a dia dos consumidores, que precisam se planejar mais para manter a alimentação saudável sem comprometer o orçamento.




