Comércio eletrônico internacional ainda é mais vantajoso para os brasileiros

Goianésia- Estudos realizados por entidades do comércio eletrônico revelam que a chamada "taxa das blusinhas", criada para tributar compras internacionais de pequeno valor, não atingiu os resultados esperados. Mesmo após um ano de sua implementação, consumidores continuam recorrendo a sites estrangeiros, e a arrecadação gerada ficou aquém das projeções iniciais.

O advogado tributarista Caio Armando afirma que, para o governo, o impacto do imposto foi limitado. "Após um ano de implantação da taxa das blusinhas, o balanço é negativo por diversos motivos. Em primeiro lugar, a arrecadação não foi significativa para o governo. Além disso, a medida gerou um custo político considerável, pois grande parte dos consumidores desse canal de compras é de baixa renda. Ou seja, o imposto afeta tanto os mais pobres quanto os mais ricos, sem promover justiça tributária", explica.

Outro ponto destacado por Caio é que os lojistas brasileiros não perceberam ganhos reais em competitividade. A medida, segundo eles, aumentou a burocracia e os custos operacionais, sem entregar o fortalecimento esperado para o comércio local.

"Apesar da criação de novas taxas, o mercado internacional ainda se mostra mais vantajoso do que a produção nacional. Essa diferença é tão grande que, mesmo com a tributação, os produtos chineses, por exemplo, continuam a ser uma concorrência quase desleal", defende o especialista.

Em Goianésia, empresários do setor de moda e utilidades compartilham a mesma visão. A concorrência com plataformas de vendas internacionais permanece intensa, e os consumidores seguem em busca de preços mais baixos na internet. A expectativa, agora, é que novas medidas sejam adotadas para fortalecer o comércio regional, sem onerar ainda mais o bolso da população.