Suplementação alimentar é essencial, mas custos altos preocupam o setor

Goianésia- A chegada do período de estiagem, aliada às baixas temperaturas do inverno, tem provocado impactos significativos na pecuária de corte em várias regiões do Brasil. A combinação entre frio intenso e seca compromete o desenvolvimento das pastagens, principal fonte de alimento do rebanho , obrigando os pecuaristas a buscarem alternativas para manter o gado alimentado. O resultado é o aumento dos custos de produção e a redução do ganho de peso dos animais, o que afeta diretamente a produtividade.

O agrônomo Matheus Nascimento destaca a importância das forrageiras tanto para a agricultura quanto para a pecuária. “As forrageiras, como o capim, a cana-de-açúcar e o milho, são fundamentais. Na agricultura, podem ser utilizadas para produção de grãos, sementes e cobertura do solo, evitando a exposição da terra. Já na pecuária, são base da alimentação de bovinos, equinos e caprinos”, explica.

Segundo a Embrapa, durante o inverno há uma queda expressiva tanto na disponibilidade quanto no valor nutritivo das forragens. Essa redução impacta diretamente o desempenho dos bovinos, atrasando o ciclo de abate e afetando a oferta de carne no mercado. A suplementação alimentar, com uso de ração e silagem, torna-se essencial neste período, mas muitos produtores enfrentam dificuldades financeiras para manter esses insumos.

Matheus ressalta que a falta de forragem no campo pode ser considerada um problema grave. “Ela é a base alimentar do rebanho. Durante a seca, os produtores recorrem à silagem como complemento, mas nem sempre há planejamento suficiente ou recursos disponíveis para suprir essa demanda”, afirma.

Nas regiões produtoras do Centro-Oeste, onde a pecuária representa uma das principais atividades econômicas, os reflexos da seca e do frio já são sentidos. Técnicos recomendam estratégias como o planejamento forrageiro, uso de pastagens perenes e manejo nutricional adequado para minimizar os prejuízos e garantir a sustentabilidade da produção durante os meses mais críticos.