Goianésia- A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a conta de luz ficará mais cara para os brasileiros a partir de agosto. O país entrará na bandeira vermelha patamar 2, a mais onerosa do sistema de tarifas, com cobrança adicional de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida foi adotada devido à escassez hídrica, que tem exigido o acionamento de usinas termelétricas, cujos custos de operação são mais altos.
O engenheiro elétrico Alexandre Sava explica o impacto direto das bandeiras tarifárias no orçamento dos consumidores. “E ainda há situações piores, como a bandeira de crise hídrica. A longo prazo, isso pesa no bolso. Em períodos de pouca chuva, os reservatórios ficam baixos, e as hidrelétricas não conseguem suprir a demanda. A energia precisa ser gerada por outras fontes, mais caras, e esse custo acaba sendo repassado para a população”, afirma.
Segundo a Aneel, os reservatórios das hidrelétricas estão operando abaixo da média histórica, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Como consequência, torna-se necessário acionar fontes alternativas para garantir o abastecimento de energia elétrico, o que encarece a geração e, consequentemente, a tarifa para o consumidor final.
O designer gráfico Hiago Silva, que trabalha em casa, sente no dia a dia o impacto do aumento no consumo. “A conta vem sempre alta, porque uso computadores, ar-condicionado. Mas estamos nos organizando para reduzir os gastos. Durante o horário de pico, estamos desligando alguns aparelhos, como o ar-condicionado, e buscando ambientes mais frescos”, relata.
Em cidades como Goianésia, onde o uso de ar-condicionado e ventiladores aumenta nesta época do ano, o impacto pode ser ainda maior. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada ao consumo, com medidas simples que podem fazer a diferença na conta, como utilizar lâmpadas de LED, desligar aparelhos que não estão em uso, evitar o uso de equipamentos pesados no horário de pico e aproveitar melhor a luz natural durante o dia.
Com a previsão de seca prolongada, a expectativa é de que a bandeira tarifária mais cara permaneça ativa por mais tempo. Por isso, o consumo consciente de energia se torna ainda mais importante neste momento.




