Goianésia- O número de brasileiros com o nome sujo voltou a crescer e já atinge mais de 71,2 milhões de pessoas, segundo levantamento da Serasa referente ao mês de junho. Esse dado representa aproximadamente 43% da população adulta do país, evidenciando que a inadimplência continua sendo um dos maiores desafios para as famílias brasileiras.
Carlos Cezar, de Goianésia, aponta que o uso do cartão de crédito segue sendo um dos principais vilões da inadimplência. “O cartão de crédito pode ser tanto um aliado quanto um grande inimigo. A pessoa precisa ter a consciência de que, por mais que o dinheiro não saia do bolso naquele momento, em algum momento a conta vai chegar. Muitas vezes, as pessoas acabam se enrolando porque assumem compromissos além da capacidade de pagamento, ou seja, além da sua renda mensal. Uma estratégia eficaz para controlar os gastos é não focar tanto no aumento do limite do cartão, pois quanto maior o limite, maior a tentação de estourá-lo, e é aí que os problemas começam”, explica.
De acordo com o estudo da Serasa, o valor médio das dívidas por pessoa está em torno de R$ 4.600, com destaque para débitos em bancos, cartões de crédito e contas básicas, como água, luz e telefone. Economistas explicam que a alta dos juros, o desemprego e a perda de renda nos últimos anos são os principais fatores que têm levado milhões de brasileiros a atrasar seus pagamentos.
O administrador Carlos Gomes reforça que os altos juros e a facilidade do crédito têm prejudicado muitas famílias. “A facilidade de acessar crédito fez com que muitas famílias perdessem a noção dos gastos. Elas acabam fazendo várias compras parceladas, uma de 10, outra de 20, mais uma de 30, e, no fim das contas, o salário fica comprometido. Hoje, uma grande parte da população está endividada. A principal dica para sair dessa situação é parar de pagar juros. O que realmente afunda a economia e coloca um país como o nosso, de terceiro mundo, em uma situação difícil são os altos juros cobrados pelas instituições financeiras, além da carga tributária”, defende.
Especialistas recomendam que os consumidores busquem negociar as dívidas, priorizem os pagamentos essenciais e evitem contrair novas pendências. Em Goiás, a situação não é diferente: milhares de famílias também enfrentam dificuldades para manter as contas em dia, e programas de renegociação já estão sendo oferecidos por bancos e instituições financeiras com o objetivo de ajudar a reduzir a inadimplência.




