Goianésia - Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil em termos de exportações, e Goiás ocupa uma posição de destaque nesse comércio. Entre janeiro e junho deste ano, o estado exportou cerca de 377 milhões de dólares para o mercado norte-americano, sendo 61% desse montante composto por carne bovina e açúcar. No entanto, a recente imposição de uma tarifa de 50% por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode afetar significativamente o setor produtivo goiano.
Para Edson Alves Novaes, gerente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), os produtores goianos serão os mais impactados. “Os Estados Unidos são um parceiro estratégico histórico, e nossa relação comercial precisa ser fortalecida, não enfraquecida. O que devemos buscar agora é retomar o diálogo e resolver a questão da taxação, sem perder de vista a possibilidade de explorar outros mercados”, afirmou.
Embora a tarifa de 50% ainda não tenha entrado em vigor, os primeiros impactos já estão sendo sentidos. Empresas americanas, especialmente no setor de pesca, começaram a cancelar contratos e embarques devido ao aumento de preços decorrente da nova taxação. “O setor de piscicultura, por exemplo, já está vendo cancelamentos de embarques. O aumento de preços causou incertezas e a falta de clareza sobre como os custos vão se comportar no futuro”, explicou Alves Novaes.
Especialistas alertam que substituir o mercado norte-americano não será tarefa fácil. Os Estados Unidos representam uma parcela significativa das exportações brasileiras, e encontrar novos compradores em um curto período pode ser uma tarefa desafiadora. Em Goiás, a preocupação é com a possível perda de competitividade no mercado global devido ao aumento de custos e à instabilidade gerada pela tarifa.




