Alta na demanda, escassez de aeronaves e componentes elevam preços

Goianésia - Viajar de avião no mês de julho está mais caro. Um levantamento realizado com base em buscas de passagens de ida e volta feitas entre maio e junho deste ano mostra que o preço médio das passagens aéreas subiu 18% em relação ao mesmo período de 2024. O impacto já é sentido diretamente pelos consumidores, que estão encurtando os dias fora de casa: a média das férias de julho caiu de 14 para 10 dias.

Segundo o economista Adriano Faria, o cenário atual é resultado de um desequilíbrio entre oferta e demanda, comum em períodos de alta temporada, mas que neste ano se agravou com fatores estruturais. “A demanda ficou maior do que a oferta e aí é um cenário propício para aumento de preço. A gente tem mais algumas variáveis que explicam também essa elevação de preço muito acima da inflação, como por exemplo o atraso nos fabricantes de aeronaves e de componentes”, explica.

A alta não se restringe aos voos domésticos. Nas viagens internacionais, o aumento médio foi de 9%, e a duração das férias fora do país também teve uma leve redução: de 14 para 13 dias.

Mesmo com os preços em alta, a procura continua firme, segundo Bruno Luiz, agente de viagens que atua em Goianésia (GO). “Houve um aumento muito grande na demanda e o aumento também nas passagens. A gente está com boas expectativas mesmo com esse aumento, porque todo mundo está querendo aproveitar ou para poder viajar, passar bons momentos com a família, com os amigos”, afirma. Ele explica que, em alguns casos, a solução é adaptar os pacotes: “A gente faz sim a redução, dependendo muito da demanda do cliente, mas sempre mantendo um nível de excelência”.


Entre os destinos nacionais, a única boa surpresa foi a queda expressiva no trecho entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com redução de 53% no preço médio de R$ 493 para R$ 230. Em contrapartida, o trecho Florianópolis–São Paulo apresentou o maior aumento, com passagens saltando de R$ 471 para R$ 613, uma alta de 30%.