Quem mais sente no bolso com essa diferença são os trabalhadores que dependem do combustível para o dia a dia

Goianésia- A Petrobras anunciou recentemente uma redução de R$ 0,17 no preço do litro da gasolina repassado às distribuidoras. No entanto, na prática, esse desconto ainda não chegou aos consumidores em Goiás, onde o preço do combustível segue elevado.

O economista Ivo Morais explica que a queda no valor da gasolina está diretamente relacionada ao preço internacional do petróleo, mas que o repasse dessa redução ao consumidor depende de uma série de fatores. "A Petrobras aponta que ainda há uma defasagem de 10% no preço da gasolina em relação à variação do petróleo internacional. Porém, eles não costumam repassar os ajustes de forma automática. Pode ser que o petróleo mantenha o preço e a redução não seja tão expressiva", afirma Morais.

Atualmente, o preço médio da gasolina em Goiás está em R$ 6,43 por litro, o que representa até R$ 0,18 acima da média nacional, que é de R$ 6,25. Esse valor mais alto é atribuído a fatores como custos logísticos, margens de lucro dos postos e a mistura obrigatória de etanol à gasolina.

Quem mais sente no bolso com essa diferença de preços são os trabalhadores que dependem do combustível para o dia a dia. O motoboy Douglas Costa, de Goianésia, expressa sua insatisfação: "Meu gasto com combustível é alto todos os dias. Goianésia é um caso complicado, porque o preço da gasolina aqui costuma ser mais alto do que nas outras cidades. A redução nas refinarias nunca chega até nós”.

Apesar da queda anunciada nas refinarias, os motoristas goianos continuam enfrentando um dos combustíveis mais caros do país. Em cidades como Goianésia, os preços nos postos permanecem acima da média nacional, frustrando as expectativas de quem aguardava algum alívio para o orçamento.