Goianésia - O empreendedorismo no Brasil está em alta, com os Microempreendedores Individuais (MEIs) representando hoje 56% das empresas formais do país. Segundo levantamento da Receita Federal e do Sebrae, são mais de 15 milhões de MEIs ativos em todo o Brasil.
Letícia Coelho, MEI desde o início da pandemia, destaca que ainda há espaço para melhorias no apoio ao microempreendedor: “Eu nunca vi eles dar algum benefício pra gente. Sempre foi aumentando esses impostos mensais que temos que pagar. Espero que comecem a olhar mais pra gente, porque a gente também contribui para o país.”
Em Goiás, o crescimento do MEI acompanha a tendência nacional, principalmente nas cidades do interior. Em Goianésia, os setores de alimentação, beleza e prestação de serviços lideram os registros.
A formalização traz importantes vantagens, como acesso à previdência social, possibilidade de emitir nota fiscal e obtenção de crédito com juros mais baixos. A consultora empresarial Karolina Elena explica a diferença entre MEI e empregado registrado: “O MEI é um trabalhador autônomo, que não tem subordinação direta ao contratante, diferente do empregado. Por exemplo, uma faxineira que trabalha duas vezes por semana para uma pessoa pode se beneficiar muito com a formalização como MEI, garantindo direitos como o apoio do INSS em caso de imprevistos.”
Apesar das facilidades, especialistas alertam para a importância de manter as obrigações fiscais em dia para evitar multas e bloqueios. Uma dessas obrigações é a Declaração Anual do MEI, que deve ser entregue até o final de junho.
Quem tiver dúvidas pode buscar orientação gratuita no Sebrae ou na Sala do Empreendedor de Goianésia, que oferecem suporte para facilitar o processo de formalização e regularização.




