Goianésia - A campanha Setembro Verde reforça, ao longo deste mês, a importância da doação de órgãos e tecidos e busca conscientizar a população sobre a possibilidade de salvar vidas por meio dos transplantes. No Brasil, milhares de pessoas aguardam por um órgão compatível. Em Goiás, a fila reúne cerca de 2,5 mil pacientes. A gerente da Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde, Katiucia Freitas, destaca que a decisão de doar pode representar uma nova oportunidade para quem enfrenta doenças graves.
“São pessoas que, às vezes, estão ali em leito de UTI, dependendo de um coração, de um fígado, e que a vida só vai continuar se realmente tiverem a oportunidade do transplante. Hoje, a gente tem no país cerca de 80 mil pessoas aguardando por um transplante. Aqui em Goiás, são cerca de 2.500 pessoas.”
A doação pode beneficiar pacientes que necessitam de transplantes para tratar condições graves e preservar a vida. No entanto, no Brasil, a autorização dos familiares é indispensável para que os órgãos sejam doados após a morte. Por isso, Katiucia Freitas ressalta que manifestar essa vontade em vida e conversar sobre o assunto dentro de casa são medidas fundamentais.
“A gente precisa que as pessoas conversem em casa sobre a doação, para que possamos aumentar o número de transplantes. Então, precisamos estimular as pessoas a isso. A nossa recusa ainda é muito alta e sabemos que, por trás da recusa, existe muita desinformação e falta de conversa em casa.”
Além de órgãos, também podem ser doados tecidos, como córneas e pele, desde que sejam cumpridos os critérios clínicos necessários. Durante o Setembro Verde, órgãos de saúde e instituições ligadas aos transplantes reforçam a necessidade de ampliar o acesso à informação e incentivar o diálogo familiar. A iniciativa busca reduzir a recusa à doação, aumentar o número de procedimentos realizados e, consequentemente, diminuir a fila de espera por transplantes no país.




