Mercado continua aquecido e alta demandae pressiona preços

Goianésia - O mercado de aluguel em Goianésia deve manter ritmo elevado ao longo deste ano. A avaliação é do vice-presidente do Sindicato das Imobiliárias e Condomínios de Goiás, o Secovi-GO, Benjamin Ragonezi. Segundo ele, a combinação entre forte procura por imóveis e oferta restrita tem acelerado o fechamento de contratos e influenciado os valores praticados no município.

Ragonezi explica que Goianésia reúne características típicas de uma cidade em expansão, o que amplia a demanda por moradia. Nesse cenário, o número de interessados em alugar supera a quantidade de imóveis disponíveis, especialmente no início do ano. O movimento se intensifica entre janeiro e fevereiro, período marcado pela retomada das atividades em instituições de ensino e pela chegada de trabalhadores e estudantes em busca de moradia.

“O mercado local tem recebido uma demanda significativa. Existe uma escassez  de imóveis residenciais para locação, principalmente em regiões mais valorizadas e com melhores condições de conforto”, afirma o vice-presidente do Secovi-GO. Segundo ele, a preferência por imóveis mais bem localizados, ventilados e com melhor padrão construtivo interfere diretamente na formação dos preços.

Outro fator apontado é a recomposição gradual dos valores de contratos que ficaram defasados nos últimos anos. Ragonezi explica que novas locações tendem a entrar no mercado com preços mais elevados, enquanto contratos antigos passam por reajustes para se adequar à realidade atual.

Ao analisar a valorização dos bairros, o dirigente avalia que o mercado imobiliário local apresenta comportamento dinâmico. Regiões tradicionais e áreas próximas a instituições de ensino seguem concentrando os maiores valores de locação.

Esse cenário é sentido por quem depende do aluguel para morar. Leandro Gomes relata que o valor do imóvel onde reside aumentou de forma considerável nos últimos anos. “Quem não consegue comprar casa própria acaba ficando refém do aluguel. No nosso caso, o valor subiu de R$ 500 para R$ 650 e, agora, para R$ 800, o que pesa muito no orçamento”, relata.

Diante desse contexto, o Secovi-GO orienta que proprietários e inquilinos busquem profissionais especializados para acompanhar as mudanças do mercado. A entidade reforça que os reajustes devem respeitar as condições previstas em contrato, com atualização anual baseada nos índices definidos no documento, regra que se aplica inclusive aos contratos verbais.