Goianésia - O volume elevado de chuvas registrado ao longo do mês de janeiro tem provocado danos expressivos ao cultivo de hortaliças, com perdas que chegam a até 90% em algumas áreas de produção. A consequência direta já aparece no mercado, com redução da oferta, queda na qualidade e aumento dos preços de legumes e verduras.
Produtores relatam que o excesso de umidade compromete o desenvolvimento das plantas e inviabiliza grande parte das colheitas. A proprietária de uma horta em Goianésia, Omina de Souza, explica que a chuva contínua afeta desde as raízes até as folhas. “A raiz apodrece, a planta não se desenvolve e muitas acabam morrendo antes da colheita. O tomate estraga, a folhagem não suporta e surgem pragas com facilidade”, afirmou.
Segundo ela, a persistência do tempo chuvoso impede qualquer tentativa de recuperação das hortas. “Quando chove e depois abre sol, ainda existe alguma chance. Mas com chuva direta e constante, a horta não resiste. Esse clima favorece culturas como milho, cana e arroz, mas é prejudicial para as hortaliças”, explicou.
Entre os itens mais impactados está o tomate, cujo preço varia entre R$ 6,99 e R$ 11,99 o quilo. A batata-inglesa e a cebola também registraram aumento médio de 23%, pressionando o orçamento das famílias e alterando hábitos de consumo.
No supermercado, o reflexo é imediato. A dona de casa Karine Gomes relata que precisou reorganizar a lista de compras. “A gente entende que é um período difícil, mas o peso no bolso é grande. Batata e tomate subiram bastante, e são alimentos que fazem parte da nossa rotina”, contou.
Além do preço elevado, consumidores encontram produtos com aparência e durabilidade comprometidas, especialmente alface, couve e repolho. Especialistas apontam que a tendência de alta deve persistir enquanto as condições climáticas não melhorarem e a produção não for gradualmente restabelecida.




