Goianésia-A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21/01), a Operação Narco Azimut, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 39 milhões ligados ao tráfico de drogas. Parte expressiva do dinheiro, segundo as investigações, teria sido movimentada por meio de criptomoedas, em um total superior a R$ 15 milhões.
De acordo com a PF, o grupo foi identificado a partir de desdobramentos da Operação Narco Bet, investigação que apura esquemas de lavagem de dinheiro relacionados ao tráfico e que resultou, anteriormente, na prisão do influenciador conhecido como Buzeira. A nova fase da apuração aprofundou a análise das movimentações financeiras e revelou um esquema estruturado, com atuação no Brasil e no exterior.
As investigações apontam que os suspeitos operavam com grandes volumes de recursos em dinheiro vivo, transferências bancárias e ativos digitais. Conforme os dados levantados pela Polícia Federal, o grupo teria movimentado cerca de R$ 15,5 milhões em espécie, R$ 8,7 milhões por meio do sistema bancário tradicional e aproximadamente R$ 15,4 milhões em criptomoedas.
Segundo a corporação, os investigados já haviam sido mencionados em apurações anteriores e contavam com o apoio de outras pessoas físicas e empresas para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores. O esquema incluía o uso de empresas para dar aparência de legalidade às transações financeiras.
Ao todo, a Justiça Federal expediu sete mandados de prisão, autorizados pela 5ª Vara Federal de Santos (SP), que estão sendo cumpridos nesta quarta-feira. As ações ocorrem em diferentes cidades, entre elas Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, em São Paulo, além de Goiânia (GO) e Armação de Búzios (RJ).
A decisão judicial também determinou o bloqueio e a apreensão de bens dos investigados, além de impor restrições para impedir a movimentação de empresas e a transferência de bens móveis e imóveis adquiridos, segundo a PF, com recursos de origem criminosa.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Federal informou ter apreendido veículos, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e documentos que devem reforçar o conjunto de provas da investigação.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis participantes e aprofundar a análise do fluxo financeiro utilizado pelo grupo.




