Risco de contaminação por bactérias como a Salmonella são um dos mais comuns

Goianésia - Unidades de saúde têm registrado, nos últimos dias, aumento no número de atendimentos por intoxicação alimentar. O consumo de alimentos mal conservados ou preparados de forma inadequada aparece como a principal causa dos casos. Segundo o médico infectologista Edvaldo Ribeiro, o cenário está diretamente relacionado ao aumento de confraternizações, ao consumo excessivo de comidas e bebidas e à falta de cuidados durante o preparo dos alimentos.

De acordo com o especialista, a intoxicação alimentar não afeta apenas crianças, mas também gestantes, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido, que fazem parte do grupo de maior risco. “A vulnerabilidade não se restringe a um público específico. Por isso, é fundamental atenção em todas as etapas, desde o preparo até o armazenamento e a distribuição dos alimentos. Existe um protocolo que deve ser seguido, envolvendo conservação, manuseio e preparo adequados”, explica.

O médico destaca que determinados alimentos exigem cuidados redobrados, especialmente aqueles preparados com caldos, peixes, frango e, em alguns casos, carne suína. “A natureza do alimento e a forma como ele é preparado influenciam diretamente na segurança alimentar. Em eventos com grande concentração de pessoas, como confraternizações ou encontros familiares, o volume de alimentos e o modo de manipulação se tornam fatores críticos”, pontua.

Outro ponto de atenção é o manuseio correto dos alimentos. O uso de luvas e máscaras pode reduzir riscos de contaminação, especialmente durante o preparo. Além disso, alimentos líquidos, como caldos, devem ser consumidos o mais rápido possível, pois apresentam maior risco de proliferação de microrganismos, o que pode gerar quadros mais graves de intoxicação.

Especialistas também alertam para o armazenamento adequado de carnes, laticínios e refeições prontas. A higienização correta de utensílios, frutas e verduras é essencial para evitar contaminações. Em situações como acampamentos, encontros religiosos ou refeições ao ar livre, é importante observar o tamanho das caixas térmicas, a quantidade de gelo e o tempo de conservação dos alimentos.

Outro cuidado fundamental é evitar que várias pessoas manuseiem os mesmos utensílios durante o preparo ou a distribuição dos alimentos. Além disso, alimentos descongelados não devem ser recongelados, pois isso aumenta significativamente o risco de contaminação.

O médico alerta  que a proliferação de bactérias pode dobrar a cada 20 minutos, especialmente em dias quentes. Há também o risco de contaminação por bactérias como a Salmonella, além da chamada contaminação cruzada, que ocorre quando utensílios ou superfícies contaminadas entram em contato com alimentos já prontos para consumo.

Entre os principais sintomas da intoxicação alimentar estão náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais. Em casos mais graves, é fundamental buscar atendimento médico imediato e manter a hidratação constante, evitando complicações.