Estudo Oasis 4 mostra perda de até 13,6% do peso corporal

Goianésia- A Novo Nordisk obtém aprovação nos Estados Unidos para vender uma versão em pílula do seu medicamento contra obesidade, Wegovy, tradicionalmente oferecido por injeção. A facilita o tratamento para milhões de pessoas, que agora poderão ingerir o remédio em vez de se submeter a aplicações.

A empresa anunciou que a comercialização da pílula começa em janeiro de 2026, e o medicamento é aprovado para auxiliar tanto na perda de peso quanto na manutenção do peso perdido a longo prazo.

“Vai ser super empolgante para os milhões de pacientes que estavam esperando por uma pílula GLP-1”, disse o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar, em entrevista à Bloomberg Television. “Vamos investir tudo para fazer disso um enorme sucesso.”

A aprovação da pílula foi baseada no estudo Oasis 4, que demonstrou que pessoas que tomaram 25 mg por dia perderam, em média, 13,6% do peso corporal ao longo de 64 semanas. Estudos indicam que, se mantido o tratamento, a perda de peso pode chegar a 16,6%.

A versão oral também representa um passo estratégico da Novo para enfrentar a concorrência da Eli Lilly, que deve ter seu próprio medicamento oral para obesidade aprovado até março de 2026.

Apesar da praticidade, a pílula Wegovy exige algumas restrições: deve ser tomada pela manhã, com o estômago vazio, seguida de 30 minutos sem comer ou beber. A versão da Lilly não possui essas limitações, embora tenha mostrado perda de peso ligeiramente menor em estudos comparativos.

O preço inicial da pílula será US$ 149 por mês para pacientes que pagarem em dinheiro. Para aqueles que usam seguro, a cobertura pode reduzir o custo para US$ 25 mensais, dependendo da dose e do plano de saúde. A venda será realizada pelo site NovoCare Pharmacy e por parceiros como Costco, WeightWatchers e LifeMD.

A Novo Nordisk liderou por anos o mercado de medicamentos contra obesidade, mas enfrentou desafios recentes com o avanço do Zepbound, da Lilly. A pílula Wegovy é vista como uma estratégia para recuperar terreno, oferecendo uma forma mais conveniente de tratamento que pode atrair pacientes que relutavam em usar injeções.

“Este é um momento decisivo”, afirma Evan David Seigerman, analista da BMO Capital Markets. “A Novo acaba de vencer a corrida regulatória contra a Lilly, embora a vantagem inicial seja breve.”