Episódios não eram isolados, havia histórico de agressões

Goianésia- A Polícia Civil de Goiás prendeu preventivamente a mãe e o padrasto de uma menina de 4 anos, suspeitos de tortura no município de Mara Rosa, no norte do estado. De acordo com as investigações, a criança era submetida a agressões físicas recorrentes, incluindo queimaduras provocadas com um isqueiro. Os apuradores apontam que o padrasto seria o autor direto da violência, enquanto a mãe teria conhecimento dos atos e não os impediu.

O laudo do exame de corpo de delito confirmou que a menina apresentava lesões graves compatíveis com queimaduras de segundo grau. Segundo a Polícia Civil, os episódios não eram isolados, havendo histórico de violência anterior. A omissão da mãe também foi considerada pelas autoridades durante a investigação.

Diante dos fatos, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra os dois suspeitos, que foram conduzidos à Unidade Prisional de Uruaçu, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.

O caso se enquadra na Lei de Tortura e na Lei Henry Borel, que prevê proteção integral de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.